Fonte da imagem: Be Mused Art

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Eu, cobarde, me confesso.

Gostava de poder dizer que sou daquelas pessoas que não tem medo de arriscar, que se atira de cabeça aos desafios.
Mas não sou. Infelizmente.
Sou teimosa que nem uma mula. E de tão teimosa que sou, arrisco-me a fazer parte de coisas que não gosto, que não me identifico, que me deixam infeliz. Pelo simples facto que penso: "Isto há-de melhorar. Eu vou conseguir dar a volta. Eu vou conseguir gostar".
Mas por vezes não gosto. Por vezes apetece-me desistir e admitir de uma vez por todas que não consigo, que não sou capaz.
E estou quase a atingir o meu limite. Quase.
O pior é que tenho medo de largar aquilo que conheço, aquilo que é estável, para poder estar numa situação ainda mais desagradável: O desemprego.

Por isso eu, cobarde, me confesso. Confesso que não tenho coragem de procurar uma vida melhor, que me complete, com medo de ficar com uma mão à frente e outra atrás. Com medo de ser mais uma entre milhares que desfilam nas ruas de Lisboa a reclamar um futuro melhor e mais oportunidades.

Sei que temos de procurar a nossa sorte. E faço por isso. Não baixei os braços. Mas por vezes, é preciso que a "estrelinha" bata à nossa porta. E se ela tardar, vou ter de arranjar forças para tentar agarrá-la.

Deus me ajude.

Sem comentários: