Fonte da imagem: Be Mused Art

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Mulher: Mãe, esposa, amiga, companheira...heroína!


Ainda ontem estava a falar com a Q. e voltei ao assunto que tantas vezes me assola.
No auge dos meus 25 anos (meu Deus, ainda custa a acreditar!), a minha vida é bastante simples.
Resume-se a casa, faculdade, família, amigos, e pouco mais.
As minhas preocupações resumem-se praticamente a, escolher a roupa para o dia seguinte, escrever a Dissertação de Mestrado, estudar para uma última cadeira, e outras pequenas coisas.

Não quero desvalorizar os meus problemas, mas sinto que, com 25 anos, parece que não alcancei praticamente nada na minha vida.
Isto, comparado com as vidas de há anos atrás em que as mulheres, com a minha idade, já eram esposas e mães, e já tinham casas e carros para pagar.
Não vou mentir que sinto uma "pontinha" de ciúme (não sei se é ciúme que eu posso chamar...).
Não que eu não queira a vida que tenho, nem nada que se pareça.
Só sinto que, nesta fase, é um pouco "incompleta".

Sinto que, sim senhor, eu tenho um curso superior que me poderia dar outra perspectiva em relação ao meu futuro. Mas será que vai dar? Ainda por cima com a situação de crise actual, em que os jovens estão cada vez com menos oportunidades? 

Toda a gente diz que sou parva por pensar assim.
Que a vida que tenho faz parte de uma pessoa da minha idade hoje em dia.
Que é normal estarmos a acabar os cursos.
Que é normal ter filhos, casas, carros, ou qualquer outra coisa, lá perto dos 30.
Que é normal viver na casa dos pais até já eles estarem a rezar aos santinhos para nos irmos embora.
Eu não acho. Realmente não acho.

Queria não depender dos meus pais para pagarem a minha faculdade, queria não depender deles para muitas coisas. Já basta o que eles fazem por mim.

E agora que cheguei aos 25, sinto que deixei de ser uma "jovem" para passar a ser uma mulher.
25 mete respeito.
25 é uma idade que grita que já somos independentes, que já trabalhamos.
Mas eu não sou nada disso. E massacro-me. Mesmo muito. Fico triste e sinto-me infeliz.
Eu sei que é parvo, eu tento contrariar, mas não consigo deixar de achar que poderia ser muito mais do que sou hoje se tivesse tomado outras opções no meu passado.
Mas isso já lá vai, e de qualquer forma, não me arrependo no que me tornei hoje.

Tudo isto para dizer que, quando me sinto assolada, cansada, exausta de estar quase 4 horas por dia enfiada em transportes, farta de qualquer coisa, eu penso nas mulheres como a minha mãe que, após um dia de trabalho cansativo, ainda têm de ir para casa tratar do jantar, da roupa, dos filhos, dos maridos; sem terem tempo para respirar, sem terem tempo quase nenhuma para elas próprias.
Tento ajudá-la no que posso, mas mãe é mãe.
Sem mãe as coisas não funcionam. A casa não tem vida, o comer não tem vida, as roupas não cheiram bem, o amor...o amor não tem o mesmo significado.

E por isso eu admiro tanto, mas tanto todas as mulheres que fazem por ser o melhor possível para as suas famílias.
Qualquer dia, eu gostaria mesmo de ser assim...não uma "Super Mulher", mas a melhor mulher que eu consiga ser...e espero que seja o suficiente...

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