Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou!
Filhos, marido, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar,
Que parva que eu sou!
E fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Bem sei que esta música tem feito correr rios de tinta, mas sempre que a ouço, à semelhança de tantos iguais a mim, identifico-me cada vez mais com ela.
Confesso que por vezes até me vem a lagrimita ao olho, ou não fosse também uma grande fã dos Deolinda.
E é por isso também que eu gosto tanto deles. Eles pegam na nossa vida real e transformam-na em belas canções, com belas letras, com uma sonoridade tipicamente Portuguesa misturada com um toque moderno.
Só fico triste de não ter podido ir ao concerto no coliseu, e poder ter testemunhado este momento...
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