Depois de uma noite (finalmente) bem dormida, lá fui eu cumprir com o meu dever de cidadã.
Já votei, mas confesso que estas eleições não me deixaram minimamente empolgada.
No geral, penso que as pessoas não têm interesse neste cargo político, uma vez que o PR tornou-se numa figura cada vez mais "apagada" na vida política, com muito pouca intervenção.
Para mim um PR tem de ter carisma (algo que nenhum dos candidatos tem), tem que saber intervir com sabedoria e sensatez; mas não deve ser apagado, não deve deixar de comentar o que está mal.
Acho que vai haver uma grande taxa de abstenção, porque entre a crise (crise há sempre, em todos os anos), o vento, o frio, a chuva, o calor, ou as férias, as pessoas na verdade nunca se mostraram muito interessadas com a vida política.
O que, na minha opinião, é uma pena.
Mesmo apesar de haver muita desconfiança da parte da população com os nossos políticos, o que é perfeitamente compreensível, acho que todos deveriam ter a obrigação de votar.
Simplesmente porque, na minha opinião, quem não vai votar porque não lhe apetece ou por outro motivo menor, não tem nada que se queixar. Mesmo.
Não compreendo as pessoas que passam a vida a queixar-se de tudo (algo que é muito comum entre os Portugueses), mas depois dizem que não votam porque não gostam de nenhum político, ou dão uma outra qualquer desculpa do género.
Se não gostam, votam em branco. É assim que se protesta, não é com a abstenção.
A abstenção não mostra nada.
A abstenção põe no mesmo pé as pessoas que não votam porque estão descontentes com o panorama politico, e as pessoas que não votam porque "hoje está muito frio".
Se o direito ao voto e à democracia foi algo pelo qual lutámos tanto, acho que deveríamos sentir-nos honrados por poder contribuir, de forma produtiva, para a sociedade.
De qualquer forma, isto é só a minha opinião. Não quero, de forma nenhuma, ferir susceptibilidades.
Vamos lá ver quem será o novo PR...

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