Fonte da imagem: Be Mused Art

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Profundamente triste (Sisters troubles)

Se há coisa que lamento profundamente na minha vida é o não me dar bem com a minha irmã.
Desde pequenas que temos uma grande incompatibilidade de feitios, mas o dela é deveras mais difícil e torto.
Não é só assim comigo, mas com toda a família cá em casa.
Comigo é pior porque ela simplesmente não me respeita, e o facto de na adolescência ter ficado com dois palmos a mais que eu, desde cedo fez com que me deixasse de ver como a irmã mais velha.
Apesar de desde pequenina já se notar o seu feitio, eu pensei que isso fosse uma coisa que passasse com a idade e que, com o passar dos anos fosse "melhorando".

Nem sempre foi tudo assim. Temos várias histórias engraçadas para relembrar entre as duas (nas quais é sempre ela que me morde, espeta-me algo afiado em partes que não vou mencionar, ou qualquer coisa do género...), momentos de brincadeira, ou risada.
Apesar de tudo, imaginava que no futuro nos pudéssemos dar bem, falar, partilhar segredos, roupas (muito difícil porque somos fisicamente muito diferentes), e outras coisas que tais.
Sempre tentei que assim fosse, mas nunca aconteceu, e não foi à falta de tentativa da minha parte.
As coisas ficaram tão más que mal falamos, somos capazes de estar as duas em casa sem trocarmos uma palavra (se entro no quarto dela, ela praticamente expulsa-me), ela é capaz de sair sem me dizer nada, se eu lhe toco ela encolhe-se, não partilhamos sequer um champô na casa de banho. Incrível.
Nunca tal me aconteceu com ninguém, e muito menos pensei que as coisas pudessem ser assim com a minha própria irmã.

Não digo que não tenho culpa. Desde pequena que me diziam: "Não tens psicologia nenhuma para a tua irmã. Tens de saber como falar com ela, como lidar com ela..."...enfim já são anos e anos a tentar e continuo sem encontrar o manual de instruções.
Ontem foi a gota de água. Uma gritaria que culminou na maior ofensa (de muitas) que ela já me fez. Não quero, de todo, fazer-me de vítima, até porque sou uma adulta e já não tenho idade para reagir dessa forma às coisas que ela me diz, mas esta mágoa é algo que já está tão entranhado, que se reflecte nesta forma no meu comportamento.
Só gostava de saber se algum dia as coisas entre nós vão mudar, se poderemos dar essa alegria aos meus pais (à minha mãe, especialmente); ou se vamos crescer, sair de casa, e deixar-mo-nos de falar completamente.

Se assim for, tenho pena...tenho pena que simplesmente sejamos tão, mas tão diferentes...words can not tell...

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