"Mamã, quando for grande quero saber sobre tudo o que existe no Mundo e quero ser a pessoa mais inteligente do Mundo!!!"
Coitadinha, mal sabia eu...
Estas palavras foram ditas quando eu era uma garotinha, por volta dos meus 10/ 12 anos, quando comecei a despertar para a leitura, para as línguas, para as ciências...
Na verdade, se eu tivesse que ficar fechada durante muito tempo em algum sítio, escolheria, sem dúvida, uma BIBLIOTECA.
Sempre que ia a algum mosteiro, algum palácio, ou sítio semelhante, perguntava sempre: "Onde fica a biblioteca?". O meu primeiro "contacto" foi com a biblioteca do convento de Mafra, que me deixou boquiaberta e com vontade de saltar por cima das cordas para devorar aquela "livralhada" toda.
Não sei explicar o meu fascínio por elas. Aliás, até sei. Sempre fui muito curiosa acerca das coisas, do Mundo. Quando era garota achava que as respostas para tudo estavam todas nos livros, nas bibliotecas.
Agora sei que não é bem assim, apesar de achar que as bibliotecas continuam a ser um bom veículo para o conhecimento.
Só para verem o meu grau de insanidade, quando saía da escola, depois de almoço, pegava nos meus amigos e levava-os à biblioteca municipal para lermos um livro. E literalmente obrigava-os a ler! Que maluquice reconheço...apenas queria que todos tivessem o meu interesse e gosto pelos livros porque assim poderiam aprender mais, achava eu.
Quando chegávamos a casa, punha-me a fazer pequenas peças de teatro onde interpretava sozinha (na maioria das vezes) todos os personagens, e adorava quando todos se riam das minhas tristes figuras. Adorava ver toda a gente a rir!
Ás vezes organizava peças que depois interpretávamos para a família, ou para quem tivesse paciência para ver.
Agora, sinto que perdi muita da minha "curiosidade" de criança e, por vezes, parece que tenho o cérebro "dormente". Não tenho muita paciência para ler livros grandes, com conteúdos chatos e complicados, algo que fazia sem grande esforço no passado.
Tenho pena que me esteja a tornar assim. Parece que me deixei envolver tanto no meu dia-a-dia, nas minhas obrigações, que me esqueci das coisas que me faziam sentir bem, sentir entusiasmada, sentir viva!
Parece que, na minha cabeça, o "mundo real" sobrepôs-se ao "mundo das artes e da fantasia", com muita pena minha.
O mais curioso é que ainda hoje os meus amigos mais próximos me dizem que devia ter seguido outra carreira: Jornalismo, teatro, comunicação social, entretenimento (!!!).
Porém, não me arrependo das escolhas que fiz. Só me fizeram crescer enquanto pessoa e orgulho-me disso.
Coitadinha, mal sabia eu...
Estas palavras foram ditas quando eu era uma garotinha, por volta dos meus 10/ 12 anos, quando comecei a despertar para a leitura, para as línguas, para as ciências...
Na verdade, se eu tivesse que ficar fechada durante muito tempo em algum sítio, escolheria, sem dúvida, uma BIBLIOTECA.
Sempre que ia a algum mosteiro, algum palácio, ou sítio semelhante, perguntava sempre: "Onde fica a biblioteca?". O meu primeiro "contacto" foi com a biblioteca do convento de Mafra, que me deixou boquiaberta e com vontade de saltar por cima das cordas para devorar aquela "livralhada" toda.
Não sei explicar o meu fascínio por elas. Aliás, até sei. Sempre fui muito curiosa acerca das coisas, do Mundo. Quando era garota achava que as respostas para tudo estavam todas nos livros, nas bibliotecas.
Agora sei que não é bem assim, apesar de achar que as bibliotecas continuam a ser um bom veículo para o conhecimento.
Só para verem o meu grau de insanidade, quando saía da escola, depois de almoço, pegava nos meus amigos e levava-os à biblioteca municipal para lermos um livro. E literalmente obrigava-os a ler! Que maluquice reconheço...apenas queria que todos tivessem o meu interesse e gosto pelos livros porque assim poderiam aprender mais, achava eu.
Quando chegávamos a casa, punha-me a fazer pequenas peças de teatro onde interpretava sozinha (na maioria das vezes) todos os personagens, e adorava quando todos se riam das minhas tristes figuras. Adorava ver toda a gente a rir!
Ás vezes organizava peças que depois interpretávamos para a família, ou para quem tivesse paciência para ver.
Agora, sinto que perdi muita da minha "curiosidade" de criança e, por vezes, parece que tenho o cérebro "dormente". Não tenho muita paciência para ler livros grandes, com conteúdos chatos e complicados, algo que fazia sem grande esforço no passado.
Tenho pena que me esteja a tornar assim. Parece que me deixei envolver tanto no meu dia-a-dia, nas minhas obrigações, que me esqueci das coisas que me faziam sentir bem, sentir entusiasmada, sentir viva!
Parece que, na minha cabeça, o "mundo real" sobrepôs-se ao "mundo das artes e da fantasia", com muita pena minha.
O mais curioso é que ainda hoje os meus amigos mais próximos me dizem que devia ter seguido outra carreira: Jornalismo, teatro, comunicação social, entretenimento (!!!).
Porém, não me arrependo das escolhas que fiz. Só me fizeram crescer enquanto pessoa e orgulho-me disso.
Escusado será de dizer que esta é a minha cena preferida da "Bela e o Monstro", em que o Monstro ofereceu a biblioteca do palácio à Bela. Lembro-me que, a primeira vez que vi esta cena fiquei de boca aberta! Que disparate!
Desculpem o desabafo...
***
Desculpem o desabafo...
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