Fonte da imagem: Be Mused Art

domingo, 31 de outubro de 2010

Eat Pray Love

Vi ontem o filme. Devo confessar que gostei muito apesar de reconhecer que só gosta quem se identifica com a mensagem e com os sentimentos com que a personagem Liz se debate.
É claro que me identifico pois, tal como Liz, enfrento aquela tal necessidade de que vos falei: a mudança.
A grande diferença é que não sei se teria a coragem (ou o dinheiro) que ela teve para partir nesta aventura.
O próximo passo é, sem dúvida, ler o livro, pois sinto que muito do que foi dito no filme deve, com certeza, ser mais aprofundado no livro.
Para quem não sabe, a história do livro (e consequentemente do filme) é baseada numa história real. É a história de uma mulher que larga a vida como ela a conhece (emprego, marido, amigos) e parte em viagem em busca de paz espiritual e emocional. O filme retrata todas as peripécias e sentimentos que ela enfrenta nessa jornada.

Há uma cena em particular que me tocou. As personagens dizem numa conversa, que tudo nesta vida se resume a uma palavra, como por exemplo, Londres - Confusão, Suécia - Frio, e por aí fora. Chegaram a uma altura em que cada um teria de se resumir a uma só palavra. Todos souberam responder, excepto Liz que respondeu hesitante "Escritora", quando lhe disseram que isso era a profissão dela, e não o que ela ERA na realidade.
Assustei-me porque, na verdade, eu não me sei resumir numa palavra. Não sei porque, de certa forma, sinto-me perdida como a Liz.
E vocês? Será que só eu é que sinto isto? Será normal?



***

Sem comentários: